Trata-se de uma saborosa e bem-vinda subversão, pois os rótulos assinados por eles merecem todos os aplausos. São ousados, divertidos, surpreendentes e, acima de tudo, claro, muito bons de beber. Ele ainda ressalta que “essa tendência reflete um mercado que, embora bem estabelecido, está aberto a inovações e experiências.
Por que os vinhos nacionais estão em alta (e quais você deve comprar)
Diferente do que ocorre com o moscatel tradicional, por aqui a fermentação durou mais tempo até a finalização da autólise das leveduras, indicativo de que todo o açúcar das uvas havia sido consumido. O vinho possui um equilíbrio muito bom entre a acidez e a refrescância, com notas frutadas muito presentes e textura cremosa. Aliás, atire a primeira pedra quem nunca bebeu um pinot noir do novo mundo e tentou achar traços de um Borgonha inesquecível na taça. Isaac recomenda locais frescos, com temperatura entre 12 e 16 °C para tintos e 8 a 10 °C para brancos e espumantes. Outro fator que contribui para essa conexão é a mudança na comunicação. Durante muito tempo, o vinho esteve envolto em uma linguagem técnica e excludente.
A diversidade genética das uvas nativas, como Touriga Nacional e Alvarinho, confere aos vinhos sabores e aromas distintos que não podem venda de vinhos ser replicados em outras partes do mundo. Outro ponto crucial dessa ascensão é o compromisso com a sustentabilidade. Muitos produtores portugueses estão adotando práticas agrícolas orgânicas e reduzindo o uso de pesticidas. Isso não apenas melhora a qualidade do produto final, mas também atrai consumidores conscientes.
Nos últimos anos, Portugal passou por uma transformação silenciosa, mas poderosa, em sua indústria vitivinícola. Com investimentos em tecnologia, sustentabilidade e marketing global, o país saiu das sombras para brilhar no cenário internacional. O que antes era conhecido apenas pelos amantes de vinho do Porto agora inclui uma gama diversificada de rótulos que vão desde brancos refrescantes até tintos encorpados. Comprar uma garrafa de vinho de 750ml em um bar ou restaurante é prática comum, mas isso também limita o cliente a consumir um rótulo só. Com isso, no intuito de ampliar o consumo da bebida, estabelecimentos têm investido cada vez mais no serviço de taça.
A ‘bebida da quarentena’: entenda o mercado brasileiro de vinho e veja dicas para começar a degustar
Para os menos envolvidos, a tradição representa uma garantia de qualidade e consistência, enquanto para os mais envolvidos ela se torna um valor agregado a ser combinado com a curiosidade por novos produtos. Inovação e tradição, portanto, convivem como elementos-chave nas escolhas do público, mas o preço frequentemente é o fator decisivo. Os Baby Boomers, aqueles nascidos entre 1946 e 1964, representam um grupo de consumidores fortemente ligados à tradição, preferindo vinhos provenientes de regiões históricas e de garrafas clássicas. Por outro lado, os “conhecedores” das gerações Millennial e Gen Z, apresentam um perfil mais curioso e aberto às novidades. Segundo uma pesquisa da consultoria de inteligência cultural, Spark&Honey, baseada em Nova York, nos Estados Unidos, os jovens estão dispostos a explorar novos produtos e a entender os processos de produção. O processo de produção da tequila também desempenha um papel em sua crescente popularidade.
“O Brasil tem mais de quilômetros de costa, aliados a uma culinária muito rica. Esta tem sido e será a grande oportunidade”, enfatiza Rodrigo Valério. Os consumidores “não envolvidos”, mas com alto poder de compra, veem o vinho como um símbolo de status, sendo guiados principalmente pela notoriedade da marca, exclusividade e pelo preço. Uma marca para esse tipo de público é o francês Maison Saint Aix, Vin de Provence, que se destaca em eventos sociais exclusivos, em vez de serem valorizados pelo patrimônio produtivo que representam. O champanhe, por exemplo, registrou um crescimento de 20% entre os italianos envolvidos no setor nos últimos dois anos, o que demonstra como a tradição pode ser vista como um valor de qualidade também pelas novas gerações.
Este é um mercado potencial que busca por produtos que atestem a não presença de elementos animais no seu processo de fabricação. Os vinhos orgânicos excluem pesticidas e fertilizantes sintéticos, e os biodinâmicos, integram princípios de sustentabilidade e ciclos naturais. Hoje, eles estão entre as categorias de maior crescimento em valor e volume.
O papel da tradição na escolha do vinho varia entre diferentes consumidores, bem como a percepção de inovação ou tradição, que pode influenciar as decisões de compra dos apreciadores da bebida do século atual. Curiosidades à parte, uma das coisas que mais chamaram atenção no evento foi o lançamento mundial de uma nova safra Pêra Manca, vinho português super premium que tem no Brasil um dos seus principais mercados. O evento marcou também a consolidação do Brasil como produtor de grandes vinhos, de terroirs surpreendentes como o da Chapada Diamantina, na Bahia. Bartenders e especialistas da indústria concordam que a versatilidade do destilado também tem sido um fator significativo para seu crescimento.
Usada em coquetéis clássicos como margarita ou paloma, ou em versões modernas de bebidas tradicionalmente feitas com outros destilados, o perfil de sabor único da tequila abre portas para a inovação. O crescimento do interesse na bebida reflete uma mudança mais ampla nas preferências dos consumidores, com mais pessoas explorando destilados à base de agave e descobrindo a amplitude de sabores e expressões disponíveis. A tequila está experimentando um aumento sem precedentes em vendas, superando o uísque americano, e mais recentemente a vodka, em bares e restaurantes dos Estados Unidos.
- Mais presente nos lares, a produção nacional também teve alta, que foi de 32,4%, quase 10% a mais do que os importados.
- Até pouco tempo atrás, os brasileiros torciam o nariz para os vinhos nacionais.
- Em 2023, as vendas de tequila nos Estados Unidos alcançaram cerca de 31,6 milhões de caixas de 9 litros, segundo a Statista.
- Estudos indicam que os vinhos orgânicos podem reduzir a pegada de carbono em até 30%, enquanto os biodinâmicos podem diminuir as emissões em até 50% em comparação com vinhos convencionais.
A crescente preocupação com a saúde impulsionou o desenvolvimento de vinhos com baixo ou nenhum teor alcoólico (Lo-No Alcohol). A vinícola Torres lançou o Natureo, um vinho desalcoólico de alta qualidade, acompanhado por um design de embalagem atrativo. A tendência dos vinhos naturais está intimamente ligada à busca por sustentabilidade e autenticidade. Consumidores estão cada vez mais atentos à origem dos produtos e ao impacto ambiental de suas escolhas. Os vinhos naturais atendem a essa demanda, valorizando práticas sustentáveis e oferecendo uma experiência genuína. O Projeto Integrado Vinhos Artesanais começou em 2021, desencadeando uma série de ações para melhorar a qualidade sensorial e mercadológica dos produtos catarinenses.
As Melhores Tequilas do Mundo, Segundo o Beverage Testing Institut
Regiões como Évora e Portalegre abrigam algumas das melhores vinhas do país, onde uvas como a Aragonez e a Trincadeira dão origem a vinhos que envelhecem com graça. É complexo, pronto para ser apreciado, mas também adequado para guarda prolongada. No aroma, especiarias e ervas aparecem inicialmente, seguidas por frutas escuras maduras. No paladar, é suculento, destacando o sabor de cedro bem integrado com as notas frutadas.
Segundo o diretor da ABS-RS, o paladar do brasileiro gosta de vinhos não tânicos, ou seja, sem aquela sensação de secura e amargor no final. Considerada uma bebida cara por alguns, 60% do valor final de uma garrafa de vinho brasileira é imposto, sobrando cerca de 40% para custos, margem de lucro e para financiar os projetos, explica Roloff. Essa expansão se deu graças ao agrônomo e enólogo mineiro chamado Murilo Alburquerque Regina.
